
Os sites de compartilhamento de vídeo vem buscando nichos abandonados
23/01/2009 11:01
Os sites de
compartilhamento de vídeo vem buscando nichos abandonados pelo popular site
YouTube. Com mais de 25 milhões de visitantes no último mês, desde a sua
criação, em 2005, o YouTube vem banindo nudez e retirado material protegido por
direitos autorais diante de denúncias de companhias do setor de entretenimento.
Em março, o site estabeleceu um limite de dez minutos por clip. Sites menores,
mas menos restritivos, vem observando suas audiências explodirem com usuários
que buscam um ambiente sem restrições.Deixar as pessoas fazerem o que
bem entendem é um dos caminhos seguidos por esses sites para diferenciá-los dos
demais;,afirmou o analista da Forrester Research, Josh Bernoff. Uma
reportagem publicada pelo jornal The New York Times, enumerou os mais
fortes concorrentes do YouTube que oferecem ferramentas adicionais, explicando
quais os principais diferenciais destes novos sites de compartilhamento de
vídeo. Stickam O Stickam (pronuncia-se stick-cam), baseado em Los
Angeles e fundado pela Advanced Video Communications, navega por águas
perigosas, permitindo, sem restrições, que seus usuários postem vídeos de
transmissões ao vivo de suas webcams. Os usuários do Stickam
www.stickam.com podem desenhar suas páginas,postar clips e transmitir vídeos ao vivo de si mesmos conduzindo,
por exemplo, um bate-papo cara-a-cara com os internautas --freqüentemente de
suas camas e sem monitoramento algum dos 35 funcionários da empresa. O Stickam tem
260 mil usuários registrados, sendo 50 mil deles entre 14 e 17 anos, recebendo
entre 2.000 e 3.000 adesões por dia. Seu primeiro produto foi um programa que
permitia aos usuários postarem um vídeo --produzido por uma web cam-- em suas
páginas do MySpace. Em outubro, o MySpace bloqueou o serviço do Stickam. Desde
então, o site vem testando implementar a sua própria rede de contatos sociais
Assim como o Orkut, a companhia ;confia nos usuários. Para evitar
conteúdo obsceno, profano e indecente no site. Liveleak Outro site
de compartilhamento de vídeos é o londrino LiveLeak
www.liveleak.org, que tem se posicionadocomo uma fonte da realidade, abrigando diversas cenas de
batalhas no Iraque, por exemplo. Semana passada, entre os clips de maior
popularidade no site se destacavam vídeos da guerra no Iraque e de explosões no
Afeganistão. Hayden Hewitt, co-fundador do LiveLeak, apoiado pela rede Adbrite,
afirmou que as pessoas que foram barradas no YouTube migraram para seu site. O
LiveLeak "não quer banir ninguém por mostrar a verdade, afirmou
Hewitt. O site também contém vídeos de conteúdo sexual que nunca seriam
permitidos pelo MySpace ou pelo YouTube. Hewitt afirmou que a empresa não tenta
enriquecer como o YouTube, mas se tornar um lugar da web para uma
realidade sem disfarces. DailyMotion Seus usuários postam 9.000
novos vídeos diariamente no parisiense Dailymotion, o qual teve mais de 1,3
milhão de visitantes em novembro (sendo 40% franceses), com um aumento superior
a 100% desde maio, de acordo com a empresa de pesquisa ComScore Media Metrix.
Em recente busca realizada pelo Dailymotion
www.dailymotion.com, foram encontradas
horas de material protegido por direitos autorais (copyrighted): episódios
inteiros Heroes (NBC) Without a Trace(CBS),
gravações de concertos inteiros dos Beatles, além de muita nudez. A empresa,
que vem estudando uma maior atuação nos EUA, não impõe restrição alguma aos
vídeos postados. Benjamin Bejbaum, chefe-executivo do Dailymotion, afirmou que
a empresa de 30 funcionários tem atuado rapidamente para remover o conteúdo
denunciado como ilegal ou inapropriado pelos usuários. Crimes virtuais Mesmo
abrigando em grande parte usuários bem jovens --atraídos pela idéia de um
reality-show produzido por eles mesmos-- poucos dos novos sites de vídeo se
preocupam em evitar a prática de pedofilia e abuso infantil. O chefe de
segurança do MySpace, Hemanshu Nigam, afirmou que sua empresa não permite
ferramenta de bate-papo por vídeo dadas as implicações de segurança que o novo
serviço implicaria aos seus usuários.A única coisa que você
consegue da combinação entre web cams e jovens é problema;disse Parry
Aftab, diretor executivo de proteção à criança da organização WiredSafety.org.














